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Publicado em 10/11/2013

Pedalar diminui a Depressão e a Ansiedade.

Muitas vezes a depressão leva à chamada hipocinesia, como é denominada a baixa atividade muscular: a pessoa permanece praticamente parada, com pouco gasto de energia. Mas basta fazer exercícios para sair desse estado que agrava a depressão e favorece o surgimento da obesidade?

A resposta é: depende do exercício! Um novo estudo indica que atividades aeróbicas, com consumo moderado de oxigênio, como pedalar comedidamente uma bicicleta ergométrica, mostraram-se eficientes e poderiam ser indicadas como coadjuvantes no tratamento contra depressão e ansiedade.

“O exercício moderado leva a uma maior queima de gordura e a melhora do estado depressivo em adolescentes obesos”, comenta Sérgio Garcia Stella, pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Nutrição da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Contrariamente, os exercícios mais intensos – ou anaeróbicos – e atividades de lazer com baixo gasto calórico ajudam apenas a perder peso. Segundo Stella, outros estudos haviam indicado que mais de 80% dos adolescentes obesos no Brasil sofrem de depressão.

A afirmação está em estudo publicado no Brazilian Journal of Medical and Biological Research, feito com a participação de outros pesquisadores da Unifesp, das Faculdades Integradas de Santo André e do Instituto do Sono, instituição de pesquisa também ligada à Unifesp e um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da FAPESP.

O objetivo da pesquisa, coordenada por Sérgio Garcia Stella, era testar as possibilidades de redução dos estados de ansiedade e depressão gerados pela obesidade. Participaram 40 jovens adolescentes, com idade variando de 14 a 19 anos, divididos em quatro grupos.

Enquanto o primeiro grupo realizava exercício em bicicleta ergométrica durante uma hora, três vezes por semana, em intensidade moderada, o segundo fazia o mesmo exercício em ritmo bem maior. O terceiro tinha liberdade para praticar esportes sem controle de intensidade e o último formou o grupo controle – não participava de nenhuma atividade, embora os hábitos alimentares de seus integrantes também fossem acompanhados.

Os exercícios mais moderados, que podem ser realizados facilmente pela maioria da população, foram os que mais trouxeram benefícios. Para os autores do estudo, é mais provável que eles liberem substâncias químicas que favoreçam o bem-estar emocional e também mobilizem mais tecidos de gordura como fonte de energia.

Fonte: Agência FAPESP – Braz J Med Biol Res, November 2005, Volume 38 (11) 1683-1689
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